É cedo. É sempre cedo para afirmativas.
Em nós sempre houve certa presunção, como a certeza de que era isso e fim. Eu fazendo-me de crescida sempre e você de inocente, sempre. Mas por fim tive muito a aprender, assim como você. Não houve vítima e muito menos vilão, pois ambos erramos juntos e nenhum desses erros se justificou ou ao menos valeu a pena. Apenas nos destruímos.
Por isso agora não quero mais pensar em cachos de uvas maduras, muito menos em ondas que confortam os pés. Simplesmente não desejo mais pensar em te esquecer ou em lembrar de ti.
Espero apenas pensar em mim, mesmo que essa não seja uma afirmação.
16 de outubro de 2011
2 de outubro de 2011
22 de setembro de 2011
Maria Gadú - Encontro
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
21 de setembro de 2011
20 de setembro de 2011
Lágrimas de Mar
Sinto vontade de chorar.
Estranhamente e diante de uma situação que não me recordo ter vivido. Essa vontade, essa saudade de lágrimas caindo dos meus olhos. Algumas delas de vazio, outras de confirmação e ainda outras de conformismo. Creio que o vazio é o que mais me intriga, pois é um vazio antigo, porém diferente.
Então as gotas caem e com elas todas as dores. Elas formam outras ondas, daquelas brandas que mal causam cócegas aos pés e caminham para bem longe, para seu lugar (esse que é o alto-mar).
Ao longo de certo período entendi o valor de certas mentiras. Daquelas que criamos dentro de nós, que tornamos verdade para sentirmos bem e que transformamos a fim de encontrar alegria em um momento não tão alegre. Assim, essas lágrimas que caem representam minha busca por alguma bela mentira, ou uma verdade daquelas verdadeiras, que enfim, traga minha tão esperada felicidade.
Estranhamente e diante de uma situação que não me recordo ter vivido. Essa vontade, essa saudade de lágrimas caindo dos meus olhos. Algumas delas de vazio, outras de confirmação e ainda outras de conformismo. Creio que o vazio é o que mais me intriga, pois é um vazio antigo, porém diferente.
Então as gotas caem e com elas todas as dores. Elas formam outras ondas, daquelas brandas que mal causam cócegas aos pés e caminham para bem longe, para seu lugar (esse que é o alto-mar).
Ao longo de certo período entendi o valor de certas mentiras. Daquelas que criamos dentro de nós, que tornamos verdade para sentirmos bem e que transformamos a fim de encontrar alegria em um momento não tão alegre. Assim, essas lágrimas que caem representam minha busca por alguma bela mentira, ou uma verdade daquelas verdadeiras, que enfim, traga minha tão esperada felicidade.
29 de agosto de 2011
Da dor
É da dor que escrevo (não tão bem, mas o faço).
Da dor me exponho em embaraço e digo palavras.
Palavras aquelas que vieram de lembranças.
Da dor me esclareço, me transpareço.
Me faço como sou.
Dela encontro conforto, encontro paz.
Dela visualizo um novo ponto de partida.
Um fim de dor e um recomeço de dor.
Dor machuca,
Mas enxuga
Aquelas lágrimas de fim de tarde.
Por simples,
Dela que tiro os melhores versos e as melhores sentenças
Daquela velha história de amor.
Da dor me exponho em embaraço e digo palavras.
Palavras aquelas que vieram de lembranças.
Da dor me esclareço, me transpareço.
Me faço como sou.
Dela encontro conforto, encontro paz.
Dela visualizo um novo ponto de partida.
Um fim de dor e um recomeço de dor.
Dor machuca,
Mas enxuga
Aquelas lágrimas de fim de tarde.
Por simples,
Dela que tiro os melhores versos e as melhores sentenças
Daquela velha história de amor.
28 de agosto de 2011
Recomeço
Passei um tempo tentando entender o que somos, o que fomos e o que sinto.
Eu sei que te amo e sei também que juntos somos destrutíveis.
Jamais recuperaremos o aspecto saudável daquelas velhas feridas profundas que cicatrizaram, ou o tempo que já se perdeu.
Sei que te amo, mas nada tem volta e nada será como queremos.
Assim desejamos tanto que torna o fato impossível de ser alcançado.
Eu sei que te amei, mas o amor um dia acaba, ou melhor, se transforma.
E sabe-se lá no que ele se transformou, mas eu sei que não tem volta.
Não há volta. Só o recomeço e um novo fim.
Eu sei que te amo e sei também que juntos somos destrutíveis.
Jamais recuperaremos o aspecto saudável daquelas velhas feridas profundas que cicatrizaram, ou o tempo que já se perdeu.
Sei que te amo, mas nada tem volta e nada será como queremos.
Assim desejamos tanto que torna o fato impossível de ser alcançado.
Eu sei que te amei, mas o amor um dia acaba, ou melhor, se transforma.
E sabe-se lá no que ele se transformou, mas eu sei que não tem volta.
Não há volta. Só o recomeço e um novo fim.
Medo
Passamos nossa vida tendo medo.
Medo de amar, de sofrer. Medo de sentir, de retribuir. Medo de ser, de viver.
O ser humano é a criatura mais covarde do mundo que conheço.
Vivemos assim. Aguentando os problemas, vivendo por viver. Tendo medo de tudo a todo momento. Temendo sofrer ou temendo ser feliz.
Medo demais mata, faz morrer.
Medo de amar, de sofrer. Medo de sentir, de retribuir. Medo de ser, de viver.
O ser humano é a criatura mais covarde do mundo que conheço.
Vivemos assim. Aguentando os problemas, vivendo por viver. Tendo medo de tudo a todo momento. Temendo sofrer ou temendo ser feliz.
Medo demais mata, faz morrer.
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